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(Extrato do Ensaio “A pessoa que eu mais admiro” escrito por Sai Ganesh
Nagpal)
Talvez nenhuma outra pessoa tenha tido tanta influência em minha vida quanto minha própria mãe e, quando eu penso das muitas pessoas que eu admiro, ela se impõe como a mais gloriosa dentre todos. Uma personalidade tão forte, dinâmica e positiva com a dela é difícil surgir, hoje em dia, e embora tenha deixado seu invólucro mortal a poucos meses atrás, seu compromisso e dedicacação aos ideais, que ela objetivava instilar em mim, é o que continua a motivar-me e inspirar-me, ainda hoje. É natural que uma criança deva amar e admirar a mãe, acima de tudo e isto é o que ocorre comigo também. Mas, o que é mais importante, Mamãe era mais que uma mulher. Ela superava seu dever de mãe sendo a melhor amiga em tempos de necessidade, o maior suporte em tempo de dúvida, a maior esperança em tempo de dor, encurtando, ela era a companhia perfeita. Quando eu necessitava orientação sla era a mãe, quando eu necessitava compartilhar minha alegria e felicidade ela era a mais próxima dos camaradas e quando eu estava "para baixo" ela era a luz do sol vindo estimular-me. Nunca minha irmã ou eu sentimos ser ela alguém "por aí", ao contrário, ela era sempre, entre nós. Não por "pregação" mas através do próprio exemplo, ela nos ensinou as maiores lições da vida. E este é o seu maior milagre. Ela se apresentou, diante de nós, como um ideal de perfeição, e, no curto espaço de tempo que esteve destinada a estar conosco, ela ensinou-nos tanto, somente por ser ela mesma. É mesmo difícil listar o que mais eu admirava nela, porque seu verdadeiro estado de ser era a perfeição. Seu nome era Poornima, que, em Sânscrito significa "perfeição" ou "totalidade", geralmente usado para descrever a Lua cheia. Como a Lua cheia, ela parecia irradiar o amor e o poder do Todo-poderoso, e ela banhava toda a criação na luz da compaixão e da paz. Qualquer um que entrasse em contato com ela, mesmo por alguns minutos, era transformado, de algum modo, e agora, quando olho para trás, não posso siquer imaginar quantas vidas ela mudou. Uma das muitas qualidades marcantes, que me tocava de modo especial era sua inabalável fé no poder de Deus e sua devoção ao Bem-amado Senhor Sathya Sai Baba e por todos os grandes mestres espirituais do mundo. Ela se considerava um instrumento nas mãos de Sai Baba e, com o espírito de submissão à Sua vontade, ela serviu toda a criação até o último suspiro. Ela ensinou-me que para atingir devemos crer, e para crer devemos ter fé. Ela sempre recordou-me que o Céu é o limite e que eu devia sempre pensar grande, ter grandes sonhos e crer que estes sonhos se tornariam realidade. Ela ensinou-me que, enquanto vivesse em sintonia com a Lei Natural, seguindo "Dharma" ou "Retidão", a Natureza me suportaria e faria meus sonhos tornarem-se realidade. Esta lição de inestimável valor, sempre guardarei como um tesouro. Porque ela me ensinou que nenhum feito é tão grande que não possa ser realizado, nenhum sonho é tão grande que não possa ser acalentado. Seu comprometimento com seus princípios era inabalável e eu aprendi com seu exemplo a nunca recuar de meus princípios. Para ela, os princípios eram uma parte integral da vida e mesmo uma coisa superficial como atravessar uma rua com o sinal vermelho era uma violação de princípio.Ela possuia um visão forte sobre uma quantidade de problemas como vegetarianismo e saúde natural, entre outros, e, embora tivesse que enfrentar oposição dura, de várias partes, por suas visões fortes, como um pilar de força ela manteve-se diante de todos e motivou a muitos com sua mensagem. E o que ela ensinou a outros era, primeiro, praticado em casa. Tal comprometimento, tal confiança, tal dedicação, tal fé na verdade, tudo isto e muito mais, dá, a ela, a distinção de ser chamada "Poornima" Ela foi de tal inspiração para a geração mais jovem, que se motivaram com a confiança com que ela falava a eles da grandeza da cultura indiana e da necessidade de um estilo de vida Sattvic. Ela era amiga, na necessidade, para tantas crianças e como uma mãe amorosa ela deu a eles orientação e pos perspectiva de volta, em suas vidas jovens. E, talvez, a maior lição de todas que ela ensinou foi a lição da morte. Medo da morte era algo que ela nunca conheceu e ela foi instrumento na remoção deste medo da mente de muitos. Ela poderia sempre dizer-me que a morte é nada mais que transição, uma passagem e nada, de verdade, fora do ordinário. mesmo nos últimos momentos eu me sentava perto dela e ela sorria para mim e me dizia "Por que você chora?. Eu não vou morrer mesmo que meu corpo morra." E com a mesma graça e força, com a qual ela tocou o mundo inteiro, ela deixou seu corpo e mergulhou no Paramatman. Ela foi uma lenda, uma deusa que veio reformar o mundo e me honra ser seu filho. Tudo que ela ensinou a minha irmã, meu pai e a mim está além das palavras e o que eu mencionei acima é somente uma parte pequena. Ela vive, em mim, e me passou tanto conhecimento que é meu dever viver segundo os ideais dela, para sempre. E o que é belo é que eu não saberia fazê-lo de modo diferente. Ela definiu o caminho onde ando hoje, e eu devo meu tudo a ela.
Eu canto estas linhas para ela no santuário do meu coração.
- Sai Ganesh Nagpal
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